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10/06/2020 às 09h35min - Atualizada em 13/06/2020 às 11h28min

Centro Pop promove oficina de face shield para gerar renda aos usuários

“O objetivo da oficina é mostrar como podemos reaproveitar materiais, como usar matéria-prima simples e de fácil acesso que possa gerar renda e multiplicar o dinheiro que recebem”

Agência Belém
Por Tábita Oliveira
Créditos da Imagem: Alessandra Serrão - NID/Comus

O Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) localizado em São Brás promoveu nesta terça-feira, 9, mais uma oficina de inserção produtiva de face shields – ou escudo facial.

A primeira produção foi destinada aos usuários e funcionários do espaço.

Esta segunda vai atender a uma encomenda que vai gerar renda aos usuários.



O escudo ou protetor facial é um equipamento utilizado como proteção adicional contra a covid-19. Parte dos equipamentos de proteção individual (EPIs) usados por profissionais de saúde pelo mundo são escudos faciais.

O item serve de barreira para gotículas e secreções infectadas. O escudo facial protege olhos, boca e nariz, além de evitar que o usuário toque o rosto com as mãos.

“O objetivo da oficina é mostrar como podemos reaproveitar materiais, como usar matéria-prima simples e de fácil acesso que possa gerar renda e multiplicar o dinheiro que recebem”, afirma Caroline Ribeiro, coordenadora do Centro Pop, que há mais de seis anos atende cerca de 60 pessoas. O espaço é uma unidade da Fundação Papa João XXIII (Funpapa).

OFICINA

Os materiais utilizados na produção são o atileno acetato de vinila ou espuma vinílica acetinada (EVA), cola, acetato, elástico, tesoura e régua. Estão sendo produzidos nove protetores encomendados pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Aurá. Cada um custa R$ 10.

A educadora social Marielle Belém, que há mais de um ano atua no espaço, explica que as atividades pedagógicas estão voltadas para o empreendedorismo para que usuários possam ter sua emancipação financeira.

"Com a questão da pandemia, o Centro Pop passou a atender como abrigo. Aí surgiu a ideia de ofertarmos uma oficina de face shield e eles adoraram. E começaram a perguntar qual era custo e a que preço poderiam vender. Muitos já pensam na atividade, depois que saírem daqui, como uma possibilidade de trabalho e renda", disse Marielle, que está feliz com o entusiasmo dos usuários.

Neste momento, o Centro Pop abriga sete pessoas em situação de rua. Entre eles está andarilho Deolindo Caetano de Souza, 60 anos. O boliviano chegou ao Brasil há 24 anos e é atendido pelo espaço pela segunda vez.



"Graças a Deus saí da rua e estamos aqui lutando para sobreviver. Fui caldeireiro num navio coreano, mas já estou aposentado. Estou gostando da oficina. Ela é muito produtiva e vamos fazer de novo para ver se a gente vende. E uma forma da gente se ajudar e ajudar os outros que precisam dessa proteção", afirmou.

O agricultor Mário José da Costa Rodrigues, 63 anos, está há 25 dias no abrigo. "Morava na região das ilhas, mas me separei e estava morando nas ruas. Com a pandemia procurei um abrigo. Essa oficina para mim é uma oportunidade de vida para gente ganhar uma renda e aqui todos são muitos atenciosos com a gente", disse Mário, mostrando a proteção facial que produziu.



SERVIÇOS
 

Durante a pandemia, o Centro Pop de São Brás está sendo utilizado como abrigo para idosos em situação de rua, mas ainda disponibiliza serviços assistenciais, de higiene,  alimentação, triagem, investigação social, encaminhamento para as redes de proteção social e de saúde e emissão de documentos. Estão cancelados os serviços de vivência e oficinas para fortalecimento de vínculos, conforme determina o Decreto Municipal 95.955, de combate à proliferação da covid-19, que proíbe aglomerações.

 


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