27/07/2021 às 17h59min - Atualizada em 27/07/2021 às 22h20min

Com mais de 8 milhões de participantes ativos, consórcios superam R$ 100 bilhões em negócios, no encerramento do primeiro semestre de 2021

Em junho, o sistema de consórcios bateu recorde mensal do ano de adesões com mais de 304 mil novas cotas vendidas

DINO
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O sistema de consórcios fechou o primeiro semestre de 2021 apresentando resultados novamente positivos e consolidados em relação ao ano passado, quando se deu o início da pandemia.

Depois de bater recorde histórico em maio, superando a marca dos oito milhões de consorciados ativos, a modalidade continuou reafirmando sua importância para a economia, proporcionando crescimento do mercado automotivo, imobiliário, de eletroeletrônicos e de serviços.

Ao anotar 8,04 milhões de participantes ativos, atingiu o maior valor acumulado de consorciados em um primeiro semestre ao totalizar R$ 103,34 bilhões. Para alcançá-lo, contou em junho com R$ 20,15 bilhões de créditos comercializados 304,64 mil cotas comercializadas, recorde do ano, e tíquete médio mensal de R$ 66,16 mil, também o maior de 2021.

As 1,65 milhão de adesões no período, 31% maiores que as 1,26 milhão de 2020, resultaram dos volumes setoriais, a partir das 704,05 mil vendas de novas cotas de veículos leves; 543,64 mil de motocicletas; 238,39 mil de imóveis; 81,11 mil de veículos pesados, 46,02 mil de eletroeletrônicos; e 41,04 mil de serviços. A média mensal de 275,7 mil, apurada nos seis meses, ficou bastante acima da alcançada no ano passado, quando chegou a 210 mil vendas.

Com R$ 103,34 bilhões, a somatória dos negócios verificada de janeiro a junho, foi 68,7% maior que os R$ 61,26 bilhões apurados no mesmo período do ano passado, com destaque para os R$ 20,15 bilhões de junho, o maior valor de créditos comercializados em 2021.

Ao analisar os consorciados ativos dos setores onde o Sistema de Consórcios está presente, observou-se alta em todos. De 4,5%, nos veículos leves, até 41,6%, nos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, houve ainda 10,6%, nas motocicletas; 14,4%, nos imóveis; 24,8%, nos veículos pesados; e 35,8%, nos serviços.

A soma de consorciados contemplados chegou a 696,32 mil (jan.-jun./2021), 10,4% acima das 630,86 mil no mesmo período de 2020. Os correspondentes créditos concedidos avançaram 22,2%, saltando de R$ 26,49 bilhões (jan.-jun./2020) para R$ 32,38 bilhões (jan.-jun./2021).

Para o presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, Paulo Roberto Rossi, "observa-se que o mecanismo, importante para a educação financeira, cresce cada vez mais perante ao consumidor. Com características exclusivas, o consórcio se adequa perfeitamente ao comportamento dos interessados, ao possibilitar um investimento econômico para aquisição de bens ou serviços desejados, inseridos em planejamentos individuais, familiares e empresariais".

Os volumes anotados nos seis meses dos últimos dez anos apontaram que o de 2021, com 1,65 milhão de novas cotas comercializadas, classificaram-no como o melhor da década.

Na relação verificada entre os acumulados de contemplações dos seis meses, durante a década, pode-se notar que o recorde continuou ainda sendo o de 2015, com 713,40 mil. Houve também acumulados próximos ou acima dos 600 mil/ano, com créditos potencialmente injetados nos diversos elos da cadeia produtiva brasileira.

No acumulado de 696,32 mil consorciados contemplados, de janeiro a junho, foram consideradas as 293,15 mil de motocicletas; 291,82 mil de veículos leves; 44,35 mil de imóveis; 26,17 mil de veículos pesados; 24,52 mil de serviços; e 16,32 mil de eletroeletrônicos. A média mensal chegou a 116,05 mil, acima da atingida no ano passado, com 105,14 mil contemplações.

Outro fator determinante que colaborou com os diversos recordes, foi o valor do tíquete médio de junho, que atingiu R$ 66,16 mil, 26,4% sobre os R$ 52,33 mil daquele mês de 2020. Na comparação com o do mês anterior, maio/21, com R$ 62,09 mil, foi 6,6% superior. Em relação ao primeiro mês deste ano, com R$ 57,28 mil (jan./21), ficou 15,5% maior.

No fechamento do semestre, o Sistema de Consórcios totalizou 8,04 milhões de consorciados ativos, o segundo maior nos quase 60 anos de história, 9,5% acima da marca de junho de 2020, quando esteve em 7,34 milhões.

Passados quinze meses do início da pandemia e ao completar o primeiro semestre do ano, o sistema de consórcios vem ratificando a grande procura pelo mercado consumidor, cujos resultados evidenciam o crescimento da consciência sobre a gestão de finanças pessoais, importante no planejamento financeiro e econômico.

"Com o passar dos anos, observa-se um crescente interesse do consumidor pelos consórcios, reafirmando sua evolução quanto ao conhecimento das peculiaridades e essência da educação financeira", afirma o presidente executivo da ABAC. "Ressalte-se também que, como investidores econômicos, os participantes da modalidade, pessoas, famílias, profissionais ou empresários, entendem que apesar de auferir lucratividade financeira, o consórcio é a alternativa para aquisição de bens ou contratação de serviços, formando ou ampliando patrimônios, que podem gerar rendas futuras", complementa.

O consumidor tem procurado seguir os limites de seus orçamentos, ao evitar as chamadas compras por impulso", adianta Rossi. As dificuldades provocadas pela pandemia mostraram de forma clara que é necessário planejar cada vez mais. Neste caso, para realização de objetivos, como a aquisição de uma casa, um carro ou, até mesmo outros itens de consumo ou serviços, o caminho é pelo consórcio", conclui.

Resumo geral e setorial das vendas de novas cotas

No primeiro semestre de 2021, o sistema de consórcios apresentou desempenhos recordes nas vendas de novas cotas e nos negócios realizados, além da alta no tíquete médio mensal. Destaca-se o recorde mensal de adesões em junho, com mais de 304 mil novas cotas.

Cinco dos seis indicadores, que demonstraram as performances por modalidade, ampliaram os acumulados das adesões: veículos pesados, com 86,1%; imóveis, com 66,5%; eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 36,2%; veículos leves, com 28,4%; e, motocicletas, com 23,4%. Somente um anotou retração: serviços, com -22,7%, que pouco interferiu no crescimento geral de 31,0% das vendas de janeiro a junho.



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