26/07/2021 às 13h02min - Atualizada em 26/07/2021 às 15h10min

Thiago de Moraes reflete sobre o cenário político brasileiro e a falta de políticas públicas

As atuais questões sociais que a população está vivenciando.

SALA DA NOTÍCIA Maria Emilia Genovesi produtora cultural/ assessora
Manuel Guimarães

“Bolsonaro iguala seu filho das “rachadinhas” a Neymar, enquanto Ministro Paulo Guedes pede para população brasileira “comer menos” 

  

O Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, de acordo com o último relatório divulgado pelo Pnud(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), no ano de 2019, ficando atrás apenas de nações do continente africano: África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto e Moçambique.  

  

No âmbito da corrupção, o contexto também preocupa: no ano e 2019, o país caiu uma posição no ranking mundial de percepção da corrupção em 2019 e repetiu sua pior nota no estudo elaborado pela organização Transparência Internacional, 5º recuo seguido, passando a ocupar 106ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), o que representa o pior resultado desde o ano de 2012. 

  

Esse cenário alarmante, porém, não parece preocupar os políticos brasileiros. No dia 20 de dezembro do ano de 2019, o Presidente da República, diante de uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e a ex-assessores seus na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), comparou seu filho ao jogador de futebol Neymar, afirmando que ele ganha dinheiro porque consegue atrair diversos clientes, assim como o jogador, que possui um salário alto porque é o jogador “mais importante”. 

  

Em situação mais recente, em 17 de junho de 2021, o Ministro da Economia, Paulo Guedes associou o tamanho do prato do “classe média” à fome no Brasil, afirmando que o brasileiro deveria “comer menos” para evitar desperdício – não há qualquer sensacionalismo nessa notícia!  

  

O que se nota, nesse sentido, é a ausência de incentivos e desempenho para a formulação de políticas públicas voltadas a assegurar a qualidade de vida dos brasileiros. Ao contrário, os políticos parecem ignorar o cenário preocupante em que vivencia o país, estando completamente alheios à realidade brasileira. 
 

Thiago de Moraes MTB 0091632/SP”  

Foto Manuel Guimarães  

Sobre Thiago de Moraes (São Paulo, 15 de abril de 1982); professor, escritor membro 
da União Brasileira dos Escritores e CBL, colunista da Carta Forense, bacharel em Direito pela USP – Largo São Francisco (2010), bacharel em Ciência da Computação e licenciado em Matemática Aplicada pela PUCSP (2003), membro pesquisador do IBCCRIM, membro honorável do associações de defesa dos direitos difusos e coletivos, presidente e fundador do Instituto Assistencial Justiça Solidária, Reitor no Instituto de Educação São Paulo 
Thiago é mestre em FIlosofia do Direito pela USP (2012) e doutor pela UNB (2015), especializado em Direitos Humanos pela FGV (2016), certificado em Retórica e Oratória pelo Instituto de Oratória Reinaldo Polito (2012) e Teatro Executivo pela FAAP (2012). Proficiente em Inglês, Espanhol, Latim e Francês.
Foi Presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Ciências Exatas da PUC – CACEX Abraão de Moraes por dois anos e  

começou a trabalhar em diversas acadêmicas, através de ensaios sobre problemas socias e econômicos. Estagiou na própria instituição, no Juizado Especial e no Escritório Modelo Dom Evaristo Arns. 

Jornalista, artista plástico e ator  

Idealizador e mentor do projeto de debates sobre Gestão Pública: Reestrutarando o Município de São Paulo, Doar é Legal: A VIda é Recarregável (iniciativa à doação de órgãos)e responsável pelas exposições o Legado: de Leonardo Da Vinci (2013), Fim de Jogo: Juntos contra a Prostituição Infantil, Memórias da Rua e Infância em Risco. 
Foi condecorado com a Medalha da Constituição, a Medalha Pedro de Toledo, a Medalha 
Constitucionalista e o Colar da Vitória. 
Em 2009, lançou sua primeira obra O Jury (sic) – Política e o Erro Judiciário, hoje localizado no Senado, no STF e no STJ como referência máxima ao novo rito do Juri Lei nº 11689/08. É também autor de Responsabilidade Civil no Novo Código, O Penhor, artigos e colunas sobre polítca, críticas polêmicas, ensaios. Seus principais artigos abordam mediação, conciliação e métodos de pacificação de conflitos. 
Atualmente, busca compartilhar seu conhecimento através de aulas, palestras, cursos e elaboração,criação e execução de projetos.  

 


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