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04/06/2020 às 14h53min - Atualizada em 04/06/2020 às 14h53min

Com prazo curto de duração na despensa, cesta básica compromete 47% do salário mínimo dos paraenses.

Feijão é o grande vilão da cesta básica paraoara.

Por Ronaldo Gillet
Planeta Pará
Créditos da Imagem: Coreconpara
Afinal, quanto o paraense gasta atualmente com os produtos da cesta básica e quanto tempo pode durar essa combinação de itens essenciais para que uma pessoa viva com dignidade? Estima-se que o conjunto de produtos considerados ‘básicos’, não costuma durar mais do que duas semanas na despensa de quem vive no estado do Pará. 

O Planeta Pará Oficial levantou alguns dados sobre o tema, bem como verificou que, nesse período de pandemia da covid-19, a cesta básica compromete nada menos que 47% do salário mínimo dos paraenses.

Em maio de 2020, a cesta básica custou R$ 453,36 na capital do estado - uma alta de 4,42% em relação ao mês anterior. Houve reajustes no feijão (24,54%); seguido da farinha de mandioca (15,84%); leite (7,66%); carne bovina (4,80%); açúcar (4,15%); arroz (3,07%) e do óleo de soja (2,21%).

Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) que aponta a cesta básica como um conjunto formado por produtos utilizados por uma família durante um mês. Este conjunto, em geral, possui gêneros alimentícios, produtos de higiene pessoal e limpeza. O problema é que o tamanho (quantidade de membros) da família não é levando em consideração ante a maioria das análises estatísticas.

No ranking nacional, a cesta básica de quem reside na capital paraense é a 11ª mais cara entre 17 metrópoles pesquisadas em todo o país. Atualmente, a cesta básica mais cara entre as capitais brasileiras é a do Rio de Janeiro: R$ 558, 81.

Em março de 2020, o tempo médio necessário para o trabalhador brasileiro adquirir os produtos da cesta básica foi de 97 horas e 34 minutos. Em fevereiro, foi preciso trabalhar 94 horas e 57 minutos. Em março de 2019, quando o salário mínimo era de R$ 998,00, a jornada necessária ficou em 96 horas e 42 minutos.

De acordo com especialistas alguns itens são considerados essenciais para a montagem de uma cesta básica: arroz; feijão, óleo, sal, açúcar, café, macarrão, fubá, farinha de trigo, além de biscoitos doces ou salgados; Produtos de Higiene e Limpeza como sabão em pedra, sabão em pó, creme dental, sabonete e papel higiênico também podem ser considerados como itens de cesta básica, porém com um prazo de durabilidade bem maior que o dos alimentos.  

Até o início de 2020, a alimentação básica do paraense comprometeu cerca de 45% do salário mínimo, que vigorou até o último dia de 2019. Àquela época, segundo o DIEESE, o custo da alimentação básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou avaliada em R$ 1.242,39.

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