25/01/2021 às 11h32min - Atualizada em 28/01/2021 às 11h12min

Vacinas para trabalhadores ofertadas pelas empresas não é concorrência, é complemento ao SUS

Serviço particular utilizaria outras vacinas que não estão no foco do governo federal e ajudaria a desafogar o serviço público e conter o contágio

SALA DA NOTÍCIA
Por Sandra Cunha
Dr. Ricardo Pacheco, médico e gestor em saúde

Vacinas para trabalhadores ofertadas pelas empresas não é concorrência, é complemento ao SUS

Serviço particular utilizaria outras vacinas que não estão no foco do governo federal e ajudaria a desafogar o serviço público e conter o contágio

         Clínicas privadas, por meio da Associação Brasileiras de Clínicas de Vacinação (ABCVAC) negociam a compra de 5 milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pela empresa indiana Bharat Biotech. A compra ainda não foi concretizada e a importação da vacina para o Brasil depende de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o imunizante, o que ainda não está em curso. O laboratório ainda não apresentou resultados da fase três dos estudos clínicos, porém o governo indiano autorizou o uso emergencial no país já em janeiro. A Precisa Farmacêutica, laboratório que representa a empresa no Brasil, iniciou contato com a Anvisa sobre os trâmites para pedido de registro da vacina, mas ele não foi iniciado oficialmente, segundo a agência reguladora. 
         A entidade que representa as clínicas de vacinação do País estima que se todo o processo for realizado sem problemas e se os resultados dos estudos da Covaxin forem apresentados em três semanas, as doses começam a chegar ao Brasil entre o final de março e abril deste ano. Não foi estimado o valor final do imunizante, pois o custo levará em conta trâmites de transporte e importação, além do preço do dólar. Lembrando que para cada pessoa, serão necessárias duas doses. 
         Fato é que com as vacinas no País, as empresas poderão adquirir doses para imunizar seus funcionários e, assim, voltarem a operar com alguma normalidade. 
         Para Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) e diretor da OnCare Saúde, a possibilidade de as empresas vacinarem seus colaboradores ajudaria a economia do País. “A economia poderia andar, alavancar a renda do trabalhador e proporcionar o lucro das empresas, que pagariam as clínicas especializadas para aplicar as doses em cada um de seus funcionários, presentes ou em trabalho remoto. A ideia é colaborar com o governo para que a produção possa voltar e superar os números que tínhamos pré-pandemia”.
         O médico faz questão de ressaltar que o objetivo é oferecer a vacina para o trabalhador sem que ele tenha nenhum custo com a ação. “A clínica é fará a vacinação, paga pela a empresa, que entrará com seu caixa para subsidiar esse custo e dar a vacina gratuitamente ao seu colaborador. Essa não seria nenhuma novidade, pois muitas empresas já disponibilizam vacinação contra a gripe aos trabalhadores e têm expertise e planejamento para fazer o mesmo com um imunizante contra a Covid-19”, afirma Ricardo Pacheco.

As empresas brasileiras complementariam o serviço público e a vacinação privada não concorreria com o SUS
         É uma inverdade afirmar que uma vacinação privada tiraria doses da rede pública. Primeiro porque as tratativas para adquirir doses não estão acontecendo com os laboratórios que estão no radar do SUS; depois porque com as empresas vacinando seus trabalhadores acontece uma ampliação da imunidade da população, tirando possíveis doentes das filas de atendimento nos hospitais e ambulatórios pelo País.
         O gestor em saúde Ricardo Pacheco vê um salto de imunizados com a vacinação dos trabalhadores do setor produtivo. “Dessa forma, os trabalhadores que ainda não puderam retomar os seus postos de trabalho, ou que mesmo em home office não podem interagir com colegas de trabalho, poderão voltar a contribuir com a economia do País sem o risco de ser contaminado. Por isso a rede privada é complementar ao serviço público e não um concorrente do SUS para aplicar a vacina”.
         O médico refuta argumentos de que o setor privado esteja promovendo uma competição pela vacina com o serviço público. “As doses negociadas pela entidade representam um acréscimo na oferta de vacinas no país. Se olharmos a carteira de vacinação dos brasileiros, constataremos que ela é complementada pelo setor privado e, se pudermos contribuir adicionando doses, estaremos prontos”, complemente Pacheco.

Trabalhadores seguiriam o Plano Nacional de Imunização
         Como dito, a rede privada disponibilizaria as vacinas de acordo com o que for contratado pelas empresas e terão, segundo o Ministério da Saúde, que seguir a ordem de prioridade de vacinação estabelecida no PNI (Plano Nacional de Imunização), que prevê que as primeiras doses sejam aplicadas em idosos, profissionais de saúde e outros grupos prioritários.
         Essa determinação do MS aconteceu em janeiro, após as primeiras notícias da negociação com a empresa indiana, o Ministério da Saúde sinalizou que as clínicas que conseguissem obter imunizantes deveriam seguir o PNI. Desta forma, mesmo que possa vender o produto, as clínicas deverão oferecer primeiro a idosos e profissionais específicos.

Sobre a OnCare Saúde
A OnCare Saúde é uma plataforma de solução integrada de saúde, que oferece assessoria e consultoria, para empresas e para população em geral. Dentro dessa plataforma, de gerenciamento macro, está a assistência médica que também garante a assistência integral social e à saúde dos beneficiários e seus dependentes, com ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação, de forma a contribuir para o aprimoramento do sistema social e de saúde do Brasil.

Nesse momento de pandemia a OnCare Saúde tem adotado todas as medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades em saúde, no Brasil e no mundo. Dessa forma, os atendimentos presenciais continuarão acontecendo por ordem de chegada, como ocorre normalmente. É exigido o uso de máscaras e ofertado álcool em gel para todo usuário que tenha que se deslocar até uma unidade.

A OnCare Saúde ainda adverte que os serviços digitais são amplos e estão disponíveis 24 horas por dia; e que o paciente só se dirija a uma unidade se realmente imprescindível.

Mais informações para a imprensa
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