26/11/2020 às 15h33min - Atualizada em 27/11/2020 às 00h00min

Perspectivas para programas de educação internacional em 2021: como e quando será possível estudar no exterior novamente

Após 2019 ser um ano de crescimento recorde, o Coronavírus sufocou o segmento de educação internacional em 2020. Para 2021, é possível o início de uma retomada no segmento, com velocidade reduzida e precauções adicionais.

DINO
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Intercambista preparada para embarque na Pandemia em 2021


Com o estouro da pandemia de Covid-19 no início de 2020, muitos segmentos da economia foram impactados, como o Turismo, e em especial os programas de Educação Internacional. Além das dificuldades que envolvem um pacote de férias, os cursos no exterior têm fatores adicionais como vistos, matrículas, reserva de cadeiras em salas de aula etc.

Com os lockdowns nos principais destinos para programas de estudos no exterior como Irlanda , Austrália, Inglaterra e Espanha agências de intercâmbio e escolas tiveram que criar alternativas para evitar cancelamentos e reembolsos para aqueles que foram impedidos de embarcar por questões de fechamento de fronteiras. Ao mesmo tempo, tiveram que buscar alternativas para continuar vendendo, como fixação de taxa de câmbio, flexibilidade para remarcação e até criar novos produtos como o "Intercâmbio Virtual" , com aulas à distância com alunos dos 4 cantos do mundo.

Os estudantes, ao mesmo tempo, vivem uma montanha russa de emoções. A busca por cursos no exterior no Google teve uma queda acentuada no início da pandemia e agora vive um sobe e desce conforme notícias surgem: abertura e fechamento de fronteiras; alta e baixa de cotação de moedas estrangeiras; e avanços e retrocessos nas pesquisas de uma nova vacina.

O sonho do intercâmbio, de estudar, trabalhar e viver no exterior segue vivo para muitos. "A demanda por intercâmbio no nosso portal variou pouco no segundo semestre, quando comparado com o ano passado, ou seja, as pessoas continuam planejando estudar fora. Porém, os fechamentos de pacotes com as agências vivem uma oscilação grande por conta de notícias boas e ruins que se alternam na mídia", relata Homero Carmona, CEO e Fundador do portal Intercâmbio & Viagem.

E como Será 2021 para os estudantes e agências de intercâmbio?

Após 2019 bater recordes e se aproximar de 500 mil programas de intercâmbio vendidos, de acordo com o Relatório I&V 2019-2020 , 2020 se encaminha para uma grande retração e 2021 abrirá espaço para alguma retomada, mas ainda lenta e com restrições.

"Durante a pandemia, notou-se também um crescimento na proporção na busca por intercâmbio por estudantes menores de idade", afirma Homero Carmona. Esta é uma mudança que pode persistir em 2021, interrompendo uma crescente demanda dos maiores de 30 anos, inclusive maiores de 50 e 60 anos de idade, que são mais propensos e estão mais receosos com as possíveis complicações de saúde trazidas pelo Coronavírus.

Ao mesmo tempo, alguns dos países mais procurados para intercâmbio como Canadá, EUA, Reino Unido e Irlanda passam por uma segunda onda de COVID-19 mais severa que a primeira, que pode se alongar nos primeiros meses de 2021. Com isso, países que antes tinham uma parcela menor da demanda de estudantes brasileiros passarão a ganhar mais espaço.

Mas será que vale a pena planejar um intercâmbio para 2021?

O cenário segue com muitas incertezas, mas com muita esperança, em especial para a aprovação e a velocidade da aplicação de uma nova vacina na população em geral.

Do ponto de vista da saúde novos protocolos devem ser exigidos pelos países, tais como quarentena, testes de COVID-19 ou aplicação da vacina, quando disponível. Além disso, as obrigatoriedades para seguros-saúde também devem aumentar.

Ao considerar o contrato e a questão financeira, agências e estudantes terão acordos que permitam flexibilidade para data de embarque e até mesmo para o destino. Além disso, estudantes precisam alternativas para se proteger de possíveis variações cambiais mais fortes, para evitar surpresas no momento do embarque.

O mais importante, afirma Carmona, "é manter o sonho vivo, pois é uma experiência insubstituível, mas que precisa ser feita priorizando a saúde e evitando loucuras do ponto de vista financeiro."



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