18/06/2020 às 15h14min - Atualizada em 24/06/2020 às 00h12min

Transplante capilar com FUE: o que é, como é realizado e as principais dúvidas

Técnica para transplante capilar que não deixa cicatriz após procedimento pode ser realizada com robô.

DINO
http://www.everin.com.br


A falta de cabelo é uma característica que afeta a autoestima de homens e mulheres. Por conta disso, muitos buscam alternativas, como medicamentos, uso de prótese ou transplantes capilares.

O melhor tratamento vai variar de cada caso, da área de cabelo perdida e o motivo da queda de cabelo. De qualquer forma, os transplantes capilares promovem resultados mais duradouros e naturais, e em alguns casos sem cicatriz linear.

O que é o transplante capilar com FUE

Na técnica FUE (Follicular Unit Extration), são extraídos folículos capilares saudáveis de uma área doadora da cabeça ou outras partes do corpo da própria pessoa.

Esses folículos possuem de um a sete fios, que serão usados no transplante na área sem ou com pouco cabelo.

Como explica Dr. Rodrigo Fuzaro, do Centro de Transplante Capilar EVERIN, é preciso fazer um balanço entre área doadora e área a ser transplantada. Se a região onde é possível fazer a extração de fios é muito rala, pode ser necessário realizar o processo em mais de uma fase, embora em alguns casos pode ser feito em uma sessão, num primeiro momento, o transplante é realizado na parte da frente do cabelo. Só depois, em um segundo momento, é possível realizar o procedimento também na coroa.

Vantagens da FUE

O transplante capilar com a técnica FUE não deixa cicatriz linear como no caso da técnica FUT, que é muito conhecida. Não há cortes, apenas a extração dos folículos. A cirurgia é menos agressiva, e consequentemente, o tempo de recuperação é menor, além de sem dor.

Segundo Fuzaro, o procedimento dura mais ou menos oito horas. É possível realizá-lo em dois dias, separando os processos que são feitos, mas a maioria dos pacientes costuma preferir tudo de uma só vez: extração dos folículos, contagem dos fios, furação para implantar e, finalmente, a implantação.

As primeiras 72 horas exigem muito cuidado porque qualquer batida ou atrito pode fazer com que fios sejam removidos. Porém, depois de 4 ou 5 dias, já é possível voltar tranquilamente ao trabalho.

O cabelo transplantado pode cair naturalmente nos primeiros seis meses, e o resultado final só aparece um ano após o procedimento. Por conta da angústia que é possível ocorrer ao perceber a queda dos fios, é importante manter um acompanhamento com o cirurgião nesse período.

Mulheres podem realizar a FUE

Esse tipo de transplante também pode ser realizado em mulheres. Além de tratar a calvície e falta de cabelo mais evidente, com a FUE é possível dar densidade ao cabelo e acabar com aquela sensação de fios ralos.

A técnica é ainda usada em alguns casos para redução da testa quando o recuo da linha frontal do cabelo é muito alto.

No caso de mulheres, não é necessário raspar toda a cabeça para o transplante. É possível utilizar apenas uma região da parte de trás do couro cabeludo que, posteriormente, pode ser escondida com os fios soltos ou presos.

Além disso, é possível também realizar o transplante para outras regiões do corpo, como sobrancelha e cílios, além da barba, no caso dos homens.

Robô é capaz de realizar a FUE

No Brasil, já é possível encontrar o transplante robótico capilar com a técnica FUE. Na cidade de São Paulo, o procedimento feito com um robô, chamado ARTAS, é feito na EVERIN.

Fuzaro conta que o ARTAS foi trazido para São Paulo pela necessidade de oferta de um tratamento premium no caso dos transplantes capilares, algo que não havia na cidade.

O robô faz um mapeamento dos folículos e consegue escolher os mais espessos e com maior número de fios para o transplante. O ARTAS é capaz ainda de escolher a angulação mais precisa para remoção do folículo - e de forma muito rápida.

“A taxa de perda [dos folículos] é quase desprezível, em torno de 3%. Comparada com outras técnicas, a grande vantagem é a precisão e eficiência. Na FUE tradicional, a perda chega a ser dez vezes maior.”

Todo o processo pode ser otimizado. O ARTAS é capaz de auxiliar o cirurgião também na fase de implantação dos fios no caso de transplante para dar mais densidade ao cabelo.

Quando o necessário é colocar mais fios em uma área que já possui cabelo, é preciso desviar dos folículos existentes. Mesmo com a utilização de lupa, é difícil ser tão preciso mecanicamente.

Já o robô tem tecnologia suficiente para mirar os folículos e, na fase de implantação, evitá-los para furar o couro e implantar fios onde não há nada.



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