27/10/2020 às 12h38min - Atualizada em 28/10/2020 às 00h01min

Pandemia traz novas tendências também para a gestão de eventos

Empresas tentam se reinventar para minimizar os danos sofridos pela queda de receita e sobreviver em meio a este caos.

DINO
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Com a pandemia do novo Coronavírus, muitos setores da economia sofreram drasticamente com o isolamento social e os protocolos de saúde e segurança, segundo a analista financeira Luciana Espírito Santo Pereira, que destaca o setor de eventos como um dos grandes afetados. “Tendo sofrido principalmente pelo isolamento social, estabelecido pelos órgãos competentes para tentar minimizar os números de casos de pessoas infectadas, esse setor sentiu um impacto de quase 100% nas atividades”.

Com a proibição de aglomerações, Luciana, que tem larga experiência na gestão de eventos de pequeno, médio e grande porte, diz que praticamente todos os eventos foram cancelados, afetando diretamente o faturamento do setor. “As empresas viram a receita ir praticamente a zero da noite para o dia, o que gerou uma grande preocupação em como este segmento sobreviveria durante esses tempos de pandemia”.

Pelo acompanhamento e análise do mercado, Luciana afirma ter visto uma grande mobilização dessas empresas em tentar se reinventar ao máximo para minimizar os danos sofridos pela queda de receita e sobreviver em meio a este caos. “Tenho visto um grande investimento na capacitação de funcionários e em novas tecnologias para se adaptar a esses novos tempos e se adequar aos protocolos de segurança nos eventos futuros”.

Outra medida tomada, de acordo com a analista, foi a renegociação de eventos já marcados para garantir a receita futura, ajudando a manter o faturamento. Uma pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no início da pandemia, em abril, apontou que 34% das empresas de eventos devolveram o dinheiro para o contratante, mas 35% contaram que conseguiram negociar créditos para utilizar futuramente.

“Acompanhei de perto a adaptação e a mobilização do setor em festas de aniversário, em que para continuar a gerar receita, as empresas se reinventaram e se adaptaram a formatos menores de festas, caracterizando para o cliente o que chamaram de ‘festas na caixa’, onde o aniversariante recebia tudo pronto e personalizado para sua festa em casa, sem a presença física de convidados, mas normalmente acompanhada de pessoas conectadas online”, conta Luciana.

Para finalizar, a analista acredita ter sido este tipo de ação, das festas na caixa, uma grande visão de reinvenção do setor para continuar a gerar receita. “Este pode ser, no futuro, mais um formato de evento oferecido pelo setor, que com criatividade vem se abrindo para novas tendências, especialmente ao atender públicos menores e de forma mais personalizada”.



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