20/06/2020 às 02h02min - Atualizada em 20/06/2020 às 01h36min

O Poder da Palavra

O texto aqui apresentado em nada tem haver com religião por mais que se empregue algo de cunho espiritual.

- planetaparaoficial.com.br
Por Gera Wellington
Foto: Reprodução / imagem internet


Como o titulo apresentado.

Também não tem nada baseado no Reforço Positivo e Reforço Negativo tratado na Psicologia Comportamental.

Esses dias assistia um vídeo que enviaram em um grupo qualquer no Whatsapp onde um menino vindo da escola entra no carro e questionado se ficou de recuperação. Ele a principio diz que não e logo em seguida aos gritos diz que passou e emocionado fala: “eu to com orgulho de mim”. No carro tem três pessoas, acredito ser a mãe, a irmã e outra pessoa que não aparece no vídeo e que está filmando. Aos risos delas ele continua: “Todo mundo falou que eu não iria passar e passei to orgulhoso de mim”.
No caso especifico não posso afirmar, mas penso quantas pessoas encontramos com baixa autoestima, inseguras se achando incapaz.

Tendo uma imagem de si mesma que por muitas vezes não retrata a realidade e tudo porque por muito tempo ouviram palavras negativas, palavras que não retratava a verdade.
Existe uma frase conhecida que diz: “Uma mentira contada mil vezes se torna verdade”. Atribuída ao politico Alemão Joseph Goebbels chefe da propaganda Nazista.

E é isso que acontece quando responsáveis dizem as crianças palavras do tipo “você é burro”, “você faz tudo errado”, “não há uma coisa que você faça certo”, “retardado” e muito mais.

É provável que aquela criança acredite que tudo que ela faça nunca está certo, nunca tenha qualidade. Isso pode levar até mesmo a própria criança a não querer executar as tarefas.

Então torna-se alguém como disse acima com baixa autoestima. Alguém pode questionar “mas conheço pessoas que cresceram em ambientes assim e nem por isso elas tem baixa autoestima”. O cérebro humano realmente é uma “caixinha de surpresas”. Cada pessoa reage de uma forma diferente, ela tem interpretações diferentes do ambiente que lhe cerca, as impressões que ela tem acerca de certa situações é única. Você pode vê isto numa casa de dois irmãos, no falecimento de um ente querido como a mãe ou o pai. O irmão “A” pode reagir depressivo e vivendo um luto eterno, já o irmão “B” pode vir a reagir ficando depressivo nas primeiras semanas e depois “bola pra frente”.

Algumas pessoas acabam por internalizar aquilo que ouvem, elas não tem uma ação refratária. São como esponjas absorvendo tudo de ruim e mais tarde essa “esponja” acaba transbordando trazendo consequências gravíssimas. Chegam a fase adulta empurrando “o mundo com a barriga”, acreditam piamente que jamais poderiam cursar faculdade x, trabalho y e até mesmo se aquela gata ou cara lindo tá dando mole pra ela. Ela vai insistir que não é com ela e mesmo tendo a certeza do interesse, ela irá afirmar que deve ser por outros motivos e não na pessoa dela.

Não se vê como uma pessoa inteligente, e se vê como incapaz, trazendo consigo como já dito insegurança. Existem pessoas que chegam ao extremo de não conseguir resolver problemas não tão complexos ou até mesmo de tomar simples decisões, por exemplo de ir ou não há uma festa. “será que vão gostar de mim”, “será que realmente me querem ali”, “essa roupa é apropriada ou irão me reprovar”. Não existe autoconfiança.
E poderemos ter neste momento dois tipos de perfis. Aquela pessoa introvertida que fica ali no meio “apagada”, imperceptível. E aquela que a todo momento precisa de aprovação, concorda com tudo e com todos, ri das piores piadas tudo para ser aceita.

Não estou afirmando que alguém que tem baixa autoestima será tudo que falei acima, no entanto, uma coisa puxa a outra. Eu mesmo tenho baixa autoestima, por mais que me digam contrário, nunca me considero bom e por vezes me vejo incapaz. A única diferença que realmente eu sou uma pessoa difícil de não ser percebida (talvez por ser humorista, até esse titulo demorei a assimilar) e também não sou do tipo que aceita tudo para ser aceito no meio que estou.

Por outro lado temos aqueles que são autoconfiantes, tenho amigos que falam brincando: “eu sou o tal!”, “rapaz tu tá falando comigo!”, “tá comigo tá com Deus”. Mesmo que não seja verdade eles reforçam pra si mesmo positivamente e o cérebro ajuda nisso. Lembra “Uma mentira contada mil vezes se torna verdade”? Então! Rsrsrs.

Quando ouço isso deles começo a rir, porque no fundo eles sabem que não é verdade (eles mesmos falam já num tom irônico) mas acho legal.

O único problema é o excesso como tudo na vida. O excesso de autoconfiança pode levar a arrogância e até mesmo a erros irremediáveis.
Bom, espero ter contribuído de alguma forma com você leitor e que o texto esteja de fácil compreensão.
Te espero nas próximas postagens e enquanto isso não acontece. Você pode me encontrar nas minhas redes sociais.


Facebook: Gera Well
Instagram: @gerawellington
Canal no Youtube: Cabeça Bipolar (ultimamente dando dicas de filmes, séries e falando de curiosidades com as minhas impressões peculiares).

Até a próxima.
Notícias Relacionadas »