31/01/2022 às 15h43min - Atualizada em 31/01/2022 às 16h20min

Sete de 10 famílias assumiram dívidas com sistema financeiro

Segundo pesquisa CNC o nível de endividamento das famílias brasileiras terminou o ano em alta. A taxa de juros dos cartões de crédito acompanha a Selic, piorando a situação de 82,6% dessas famílias.

DINO
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Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC), o Brasil fechou o ano com recorde de total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras e chegando a 76,3% em dezembro de 2021. Dessa forma, sete em cada 10 famílias assumiram algum tipo de dívida com o sistema financeiro. Deste percentual, o maior vilão é o cartão de crédito, alcançando 82,6% na média anual.

A facilidade de acesso para este tipo de crédito, liberado com um menor critério de seleção dos clientes, faz com que os juros sejam os mais elevados dentre todas as formas de crédito, tento maior risco de inadimplência, pois as instituições financeiras sabem que mais pessoas têm a possibilidade de não pagarem seus débitos.

O aumento da taxa de juros dos cartões de crédito acompanha o da taxa Selic, que é a taxa básica de juros no Brasil, além de acompanhar também a alta da inflação do último ano. O Aumento da taxa Selic é para ajudar a controlar a inflação, ocasionando, também, o aumento do custo por financiamento, pois as pessoas acabam consumindo menos e a inflação tende a parar de subir. Por outro lado, quem precisa de crédito acaba pagando mais caro por qualquer forma de crédito disponível.

Delano Zonta, Especialista em Dívidas e Endividados do Instituto Soaper destaca que, levando-se em consideração, por exemplo, o cartão de crédito que é o campeão em endividamento no país, a alta da Selic agrava muito a situação, pois como trata-se de uma dívida que as pessoas tomam no impulso, sem planejar as compras e acabam pagando o rotativo do cartão ou parcelando a fatura. Com o aumento da taxa de juros, estes empréstimos tornam-se mais caros, o que aumenta a chance de inadimplência.

Para se proteger dessa alta de juros, o consumidor deve rever seu padrão de gastos e evitar fazer compras desnecessárias neste momento. E, caso, precise muito comprar algo, buscar formas de levantar esse dinheiro, com algum trabalho extra para não precisar entrar em parcelamentos. E se fizer parcelamento no cartão de crédito, manter as parcelas em dia, não atrasando o pagamento da fatura do cartão.

Para quem já começou o ano endividado, fazer um levantamento total do seu custo de vida, reorganizar seus gastos, eliminar ao máximo as despesas não essenciais e substituir despesas mais elevadas por outras de menor custo, é uma atitude que vai ajudar a reduzir o nível de endividamento e a sanar as dívidas. Outra possibilidade para quem está endividado é buscar uma nova fonte de renda, o que vai aumentar a sua geração de receitas. Fazer um levantamento das dívidas e começar a criar uma reserva financeira para negociação desses débitos, pois vai viabilizar uma melhor negociação para redução de taxas de juros e multas.

Vale ressaltar, que entender quais foram os motivos que o levaram ao endividamento e ter clareza da sua real situação financeira é um caminho mais direcionado para eliminar as causas e se ver livre das dívidas e, assim, sair do endividamento de uma vez por todas. Buscar conhecimento e o auxílio de um profissional capacitado vai ajudar a quem está endividado a equacionar este desafio com mais facilidade. E, também, para aqueles que não estejam conseguindo dar o próximo passo rumo à solução do seu problema de endividamento.



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