31/01/2022 às 11h59min - Atualizada em 31/01/2022 às 12h20min

Marketing de Influência gera 34,8% a mais de lucro em 2021

Estudo do Grupo Comunique-se revela panorama da modalidade no país; especialista destaca pontos importantes a serem seguidos por empresas e influenciadores digitais

DINO
http://ahaas.com.br/


As agências de marketing faturaram 34,8% a mais em 2021 com marketing de influência em relação ao ano anterior. A informação é resultado da terceira edição da pesquisa “O Marketing de Influência no Brasil”, promovida pelo Influency.me, plataforma de marketing de influenciadores do Grupo Comunique-se.

O levantamento revelou que as redes sociais de Mark Zuckerberg ainda dominam o páreo. O Instagram segue como a mídia mais trabalhada, com 94,3%, seguida pelo Facebook, com 30,4%. Em terceiro e quarto lugar vêm o YouTube e o TikTok, ambos com 23,2%. O LinkedIn figura na quinta posição, com 9,8% das ações. Twitter, Pinterest e Twitch ocupam os últimos lugares, com menos de 2%.

Na análise de Diana Haas, proprietária da empresa Ahaas Mídias Sociais, o crescimento do marketing de influência nas agências de marketing no Brasil comprova que a modalidade não se trata mais de uma tendência, mas de uma estratégia consolidada, e que se manterá em alta nos próximos anos.

“O conteúdo humanizado, integrado à rotina, funciona muito melhor, principalmente nas redes sociais, onde a estratégia está na socialização”, pontua. “O que temos de novidade são agências cada vez mais especializadas em fazer a ligação entre clientes e criadores de conteúdo, com uma profissionalização cada vez maior e novas estratégias, tirando a ‘cara’ de propaganda e trazendo a vivência diária do criador com o produto”, afirma.

Agências de marketing devem explorar naturalidade dos influencers

Haas observa que há determinadas especificidades que devem ser consideradas pelos dois lados do negócio - isto é, das agências de marketing e dos influenciadores. “Quem quer contratar deve ter em mente que os chamados ‘recebidos’ não se tratam de uma ação com influencer. Isso porque enviar um presente não significa que você será, de fato, postado e não garante qualquer tipo de sequência estratégica”, afirma.

Para quem deseja fazer uma ação, prossegue, vale seguir um dos caminhos: parceria com criador de conteúdo, onde ambas as partes sabem o seu papel e o que deverá ser entregue, bem como a remuneração que pode ser feita por permuta. “Além disso, ações de compra de mídia remunerada com influencers também são válidas. Nesse caso, ainda mais profissional, você poderá criar a campanha partindo de objetivos e estratégias”.

A especialista destaca que a empresa que desenvolve uma ação com um influenciador não deve impor o conteúdo e a linguagem a serem adotados. “A sacada é entender que as pessoas seguem o criador pelo que ele já gera. Então, adeque o seu conteúdo para essa linguagem e tenha muito mais sucesso. Se, por qualquer motivo, o ‘tom’ do influencer for alterado, a audiência perceberá e a chance de que sua publicidade fracasse é grande”.

Para Haas, também é recomendado fazer um contrato e seguir as normas de publicidade, pois quando há remuneração, é obrigatório que isso fique claro para o público. “Selo de parceria paga ou ’#publicidade’ são exigências feitas pelo Conar (Conselho Nacional Autorregulamentação Publicitária)”, informa. “Isso também deixa sua campanha muito mais profissional. O contrato irá garantir prazos de entrega, pagamento, quantidade de postagens contratada, como uma compra de mídia tradicional”.

Influenciadores digitais devem se profissionalizar

Para os digital influencers que buscam atuar com marketing de influência de forma profissional, por sua vez, a proprietária da empresa Ahaas Mídias Sociais explica que é recomendado investir em um mídia kit atualizado. Os dados devem ser apresentados, preferencialmente, em prints, que garantem e passam a sensação de veracidade da informação. Também é necessário deixar claro os formatos e possibilidades de formatos trabalhados e contar mais sobre ações e resultados já obtidos com outros clientes.

“Fuja de sorteios para aumentar seus seguidores. Muitas empresas já se deram conta de que o número de seguidores não é o mais relevante na hora de contratar e irão fazer o cálculo de engajamento para tomar sua decisão. Um perfil que não consegue engajar em seus conteúdos desde que tenha premiações envolvidas, não será escolha de empresas com visão estratégica”, conta.

Por fim, Haas considera que influenciadores também podem buscar parceiros, mas é necessário tato para não “metralhar” o mercado com mensagens prontas, copiadas e coladas. “Busque marcas que tenham relação com o nicho, monte um mídia kit e já faça a abordagem com uma proposta concreta. Isso mostra seu profissionalismo e apresenta sua ideia de forma mais clara para a empresa”.

Para mais informações, basta acessar: http://ahaas.com.br/



Website: http://ahaas.com.br/
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