28/01/2022 às 09h57min - Atualizada em 28/01/2022 às 10h20min

Comercialização de carros usados cresceu 17,8% em 2021

Um dos motivos apresentados que justificam o fenômeno é a falta de insumos na indústria automotiva

DINO
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Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), as vendas de carros usados e seminovos encerram o ano de 2021 com um avanço de 17,8% ante 2020. Na região Sudeste, o avanço foi de 22,9%. No mês de dezembro, houve um acréscimo de 3,1% em comparação a novembro. Em relação aos modelos preferidos pelos usuários, que podem comprar carros usados em Piracicaba, estão o Volkswagen Gol, o Fiat Uno e o Fiat Palio. Na sequência, estão o Ford Fiesta e o Chevrolet Onix.

Ainda segundo a Fenauto, o avanço dos seminovos foi causado pela falta de chips, que afetou o setor industrial, deixando de produzir, pelo menos, 300 mil unidades de veículos novos no ano passado. Esse crescimento é o mais proeminente na trajetória do segmento - em média, o aumento é de 3% a 4% ao ano, geralmente.

Em dezembro, foram comercializados 1.201.600 unidades de usados e seminovos em relação às 1.165.436 de novembro. Nesse montante, estão inclusos ônibus, motos e caminhões. Já os automóveis, especificamente, tiveram um avanço de 17,4%, e os comerciais leves, 21,9%. "Em 2020, as vendas caíram 12%. Quando comparamos o crescimento de 2021 com 2019, um ano sem pandemia, as vendas tiveram alta de 3,5%", aponta José Everton, vice-presidente da Fenauto.

Seminovos com alta de 15,07%

De acordo com análise da consultoria Kelley Blue Book (KBB Brasil), especializada em estudos de preços de veículos novos e usados, os carros zero-quilômetro avançaram, em média, 8,29% no acumulado do ano passado, até o mês de novembro. Em relação aos seminovos, o crescimento foi de 15,07%. "No ano passado, quando havia fila de até seis meses para receber alguns modelos de carro zero, os seminovos do mesmo modelo chegaram a ficar mais caros que os zero-quilômetro no primeiro semestre", aponta Everton, da Fenauto.

Antonio Jorge Martins, especialista no segmento automotivo do Instituto de Desenvolvimento Educacional da FGV, também fez considerações sobre o assunto. "Com a retomada mais forte da produção de carros zero, essa diferença sumiu. Não faz sentido um usado ser mais caro que o zero", apontou. De acordo com a KBB Brasil, com o ajuste de estoques para a nova demanda advinda da crise de insumos realizada pela indústria, aconteceu um forte reajuste de preços em carros novos, deixando mais fraca a alta mais elevada de preços nos seminovos.

A Fenauto espera que a produção de carros novos volte à normalidade a partir do segundo semestre do ano, e a comercialização de carros usados e seminovos encerre o ano com crescimento de 3,5%. "Vamos ter um segundo semestre mais equilibrado, para o lojista não é bom uma alta de preços tão forte nos usados. Fica caro repor os estoques e as margens de lucro diminuem", aponta Everton. Porém, a falta de componentes ainda é uma preocupação. "A falta de componentes deve se estender até 2023. Muitas empresas estão expandindo a capacidade de produzir chips, mas a demanda por carros novos está reprimida no Brasil e no mundo", diz Antônio Jorge, da FGV.



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