20/01/2022 às 11h59min - Atualizada em 21/01/2022 às 02h20min

Profissionais adaptam seus negócios e crescem na pandemia

Parceria com outras empresas foi fundamental para resultados positivos no faturamento

DINO
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Desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020, no Brasil, profissionais usaram oportunidades para oferecer soluções simples, mas inovadoras, para os seus pacientes e clientes, com o objetivo de minimizar o impacto negativo que era esperado para o negócio. 

Pesquisa realizada em novembro de 2021, pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus nos pequenos negócios, entrevistou 6.104 microempreendedores individuais e micro e pequenos empresários. 

Na área da saúde, 23% informaram que faturaram mais. Entre os respondentes, 32% acham que os desafios trouxeram mudanças positivas. Quem concorda com essa questão é a dentista Patrícia Almeida, especialista em reabilitação oral e estética, idealizadora da clínica Odontologia Almeida (na Vila das Belezas, em São Paulo). 

“Iniciei a minha clínica há sete anos e com a pandemia pensei em como poderia driblar a falta de pacientes. Uma das formas que encontrei foi parcelar todos os serviços prestados em até 12 vezes”, comenta a especialista, que é integrante da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), tem pós-graduação em ortodontia, pela Faculdade Sete Lagoas (MG), e em harmonização orofacial, pelo Centro Universitário Uningá (PR).

Mas ela não fez isso sozinha, firmou uma parceria junto a uma operadora de serviços financeiros. “Os pacientes parcelavam, mas eu recebia os pagamentos em até dois dias. Assim, eu não comprometi a minha margem e o fluxo de caixa. Dessa forma, vi o meu faturamento aumentar em 35%, consegui manter todos os funcionários, assim como aumentar os tratamentos oferecidos”, explica Patrícia Almeida. 

Ela achava que o maior desafio da vida tinha sido antes de entrar na odontologia, quando foi costureira para ajudar a mãe, que estava desempregada. “Chegamos a comprar 10 máquinas de costura, cortar as nossas próprias roupas para ter ideias de como fazer as peças e usar a duração de quatro horas do Bilhete Único para ir ao bairro do Brás procurar serviço e voltar para casa”, relembra. “Tive uma lesão e precisei procurar outra profissão, foi aí que iniciei na odontologia.” 

A área da beleza também foi impactada e, de acordo com a pesquisa do Sebrae, no mês de agosto de 2021, 84% das empresas informaram faturamento menor que o esperado. Afinal, muitos estabelecimentos fecharam as portas. No caso do Centro de Estética Integrada Roseli Siqueira (São Paulo), isso não aconteceu, pois a venda de cosméticos online aumentou o faturamento da empresa em 80%. “As máscaras faciais foram as mais comercializadas, inclusive para outros estados e países, como Portugal, já que as pessoas queriam se cuidar mesmo sem sair de casa", explica a esteticista e cosmetóloga Roseli Siqueira. 

A mesma pesquisa ainda aponta que 48% dos negócios têm muita dificuldade de se manterem, 18% acham que o pior já passou, 20% acreditam que os desafios trouxeram mudanças positivas e 13% estão animados com as novas possibilidades. O que também aconteceu com a clínica de Roseli Siqueira, que passou por uma expansão. "Inauguramos uma nova unidade em maio de 2021, em Brasília, em parceria com a  empresária e sócia Priscilla Skaf, pois avaliamos que era o momento ideal para esse investimento", garante Roseli Siqueira.



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