08/09/2020 às 16h20min - Atualizada em 09/09/2020 às 00h02min

Fintech de crédito digital emite primeira CCI eletrônica do Brasil

Pontte quebra paradigma e lidera projeto de emissão de cédulas de crédito imobiliário 100% digital

DINO


Se por um lado, o momento de pandemia que vive-se trouxe uma série de más notícias para o cotidiano, por outro, possibilitou uma série de eventos de digitalização e automação. Identificando essa oportunidade e graças ao DNA de inovação, a Pontte quebrou um enorme paradigma no Brasil e liderou um grupo que incluiu a Vórtx DTVM, a QI Tech, a Uniproof e a Mauá Capital, e desenvolveu o conceito que tornou realidade a emissão de CCIs 100% eletrônicas. A B3, na qualidade de câmara registradora e de negociação das CCIs, concedeu a autorização inédita em agosto de 2020 e isso agora passa a ser uma realidade para todos os participantes deste mercado. Isso significa mais agilidade e menos custos para o tomador de crédito no Brasil.

O mercado imobiliário brasileiro ainda é um dos segmentos que mais enfrenta burocracias nos processos. Um desses processos é a emissão de ativos financeiros com garantia imobiliária que, até então, eram feitos exclusivamente de forma física para o mercado de capitais. E isso sempre significou morosidade e custos mais elevados na operacionalização destes tipos de transações. A Cédula de Crédito Imobiliário é um instrumento que unifica em um único título o crédito imobiliário (decorrente de financiamento, empréstimo ou locação) e a respectiva garantia imobiliária quando houver, facilitando a securitização dos ativos e reduzindo as taxas de juros cobradas aos clientes devido a demanda de investidores por esta modalidade de ativo. E todas essas negociações ocorrem no ambiente da B3, o que garante a segurança necessária para as partes envolvidas.

Inconformada com a ineficiência burocrática na emissão destes ativos, a Pontte montou um grupo para redesenhar os processos envolvidos nestas transações e, quando concluídos, solicitou à B3 e à BSM Supervisão de Mercados a autorização para que a instituição custodiante pudesse fazer a guarda dos termos de emissão em meio digital que, até então, era realizada exclusivamente em formato físico.

Essa autorização permite um processo que elimina o uso do papel. Assim, o cliente recebe a documentação para assinatura no próprio e-mail, sem necessidade de reconhecer firma. Como o processo de registro das operações também já é permitido em meio eletrônico, todo o processo de emissão do ativo até a entrada do título no cartório de imóveis pode ser feito em um único dia, mesmo em situações onde clientes, imóveis e o credor estejam em diferentes Estados.

Com esse novo procedimento, a Pontte conseguirá conceder empréstimos com ainda menos burocracia, mais rapidez e fluidez para os clientes, tornando as soluções de home equity (garantia imobiliária) e financiamento imobiliário mais escaláveis no país. Fundada em 2019, a empresa de crédito digital projeta R$ 250 milhões em empréstimos para empresas e pessoas físicas em 2020.

"É um grande avanço para o mercado de capitais, diminuindo os custos e o tempo de emissão e registro deste ativo. Para nós, é a oportunidade de se destacar no segmento ao estar na vanguarda dessa inovação, oferecendo cada vez mais um produto mais rápido e prático, que seja 100% focado no cliente", afirma Sacha Aprile, Chief Credit Officer da Pontte.

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