11/01/2022 às 10h42min - Atualizada em 11/01/2022 às 12h20min

Brasil finaliza o ano de 2021 com saldo positivo no comércio exterior

Importação de vacinas e exportação de feijão, frutas e manufaturados são alguns dos destaques do ano que passou.

DINO
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Transporte de vacinas anti Covid


De janeiro a outubro de 2021, cerca de mais de um bilhão de toneladas foram transportadas, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O setor portuário nacional registrou um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2020, índices que comprovam que a indústria de marítimos permanece em ascensão e em plena operação, mesmo durante a pandemia.  

Por outro lado, um importante salto foi registrado na importação de vacinas, puxada pela demanda de compra de imunizantes contra a Covid-19. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/ME), de janeiro a novembro de 2021, a importação de vacinas para medicina humana registrou cerca de US$ 3,67 bilhões, enquanto no mesmo período de 2020 houve um registro de US$ 626,6 milhões. 

Fato é que o consumo não deixou de acontecer e a indústria manteve-se em plena operação, promovendo a movimentação da cadeia logística e de suprimentos, mesmo com as readequações e particularidades que o momento exigia – e ainda exige. O setor de importação e exportação continuou aquecido e passando por melhorias e ajustes ao longo do tempo. 

O Brasil carrega a segunda e importante colocação na exportação de manufaturados do Chile. Seu crescimento, derivado de produtos químicos orgânicos, totaliza um volume de US$ 675 milhões, em um mercado que gerou muitos embarques de fios de cobre (US$ 72 milhões), fertilizantes de origem animal ou vegetal (US$ 78 milhões), e produtos químicos orgânicos (US$ 173 milhões). Os dados são do escritório de fomento à exportação de bens e serviços chilenos do Ministério das Relações Exteriores, o ProChile. 

Para o CEO da South Cargo, Juerg Rohrer, a empresa também vem observando esses bons resultados no setor mesmo com todos os desafios no transporte global e como as tarifas de frete que estão a atingir níveis históricos. Uma das frentes da NVOCC existe justamente para apostar e investir em tecnologias para manter os padrões de qualidade mais atuais que são exigidos pelo mercado.  

“Estamos em processo de transformação digital e continuaremos utilizando a tecnologia da informação em nosso benefício, o que nos tornará ainda mais eficientes. O mapeamento dos nossos processos não só nos ajudará a documentar o que estamos a fazer, mas também a simplificar eventualmente o nosso trabalho. Muitas vezes temos as melhores práticas em vigor em outros países onde temos operação, e usar o melhor que temos pode ser uma grande vitória, sem necessidade de investir em algo novo”, destacou o CEO.    

O cenário nacional no comércio exterior permanece com notícias positivas. Com um aumento na exportação de feijão, que atingiu o recorde de 200 mil toneladas de janeiro a novembro de 2021, e a alta de 20% na exportação de frutas, como mangas, melões, limões e limas, maçãs e bananas, as exportações de banana somaram 90,04 mil toneladas, apenas no ano que acabou de finalizar, tendo como principais destinos Argentina e Uruguai, por exemplo. 

Com a prática de preços do mercado interno brasileiro subindo muito acima da média, empresários do setor de varejo se viram obrigados a optar pela importação. É o caso dos produtos natalinos, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, que estiveram em alta recentemente e atingiram crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2020, passando de 367,2 milhões para US$ 436,1 milhões. O setor de varejo estima faturar cerca de R$ 57,8 bilhões nesse Natal, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 



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