04/09/2020 às 14h56min - Atualizada em 05/09/2020 às 00h00min

Setembro, mês de prevenção do suicídio, é preciso falar sobre esse tema

É preciso falar sobre o suicídio, com números, fatores de risco e estratégia de tratamento

DINO
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A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, dados da OMS, para cada caso consumado outras 20 tentaram, no Brasil em 2015 foram 12 mil mortes, estima-se que de 5 a 10 pessoas são afetadas severamente por esse ato e que até 28 pessoas são impactadas em menor grau. As mulheres tentam mais , os homens morrem mais pelo fato do método escolhido ser mais fatal, de cada 10 suicídios, 8 são de homens, novamente segundo a OMS, 90% desse atos poderiam ter sido evitados.

A etiologia do suicídio é multifatorial: histórico familiar desse ato gera um aumento de até 10 vezes no risco para outro membro de núcleo, carga genética herdada para transtornos mentais, vivências disfuncionais ao longo da vida( negligência parental, abuso físico/ sexual/emocional ), doenças psiquiátrica sem tratamento adequado talvez o fator mais importante dessa equação, já que estudos, segundo Neury Botega, autor de diversos livros e artigos sobre o tema, mostram que mais de 90% das pessoas que se suicidaram tinham transtornos mentais diversos( depressão, tept, transt. bipolar, esquizofrenia, transt. de personalidade, etc...).

Existem fatores de risco para suicídio modificáveis descritos pela Alexandrina Medeiros em seu livro Estudos Fundamentais em Psiquiatria que são: suporte emocional para as pessoas que estão passando por conflitos familiares e incertezas quanto à orientação sexual, tratar os sentimentos de desesperança, desespero, desamparo e impulsividade( principalmente nos jovens), tirar o acesso a meios letais( armas de fogo, colocar barreiras mecânicas em viadutos, pontes, em locais onde já ocorreu tal ato), criar redes de suporte social para quem vive sozinho, para os divorciados, viúvos ou que nunca se casaram ou não tenham filhos e finalmente ofertar tratamento psiquiátrico multiprofissional de qualidade.

Segundo o psiquiatra José Lourenço, das redes sociais @dransiedade.sp, "no momento do desespero use canais de apoio, ligue no 188 (Centro de Valorização da Vida), lembre dos recursos terapêuticos ensinados pelos psicólogos e pelo seu terapeuta, a maioria esmagadora dos sobreviventes estão felizes pelo insucesso, o tratamento medicamentoso, a terapia e a espiritualidade vão lhe dá a paz necessária".



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