23/11/2021 às 10h09min - Atualizada em 29/11/2021 às 00h00min

CMV: saiba do que se trata

SALA DA NOTÍCIA Victor Augusto de Alencar
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O CMV ou Custo da Mercadoria Vendida mede o “custo direto” incorrido na produção de quaisquer bens ou serviços. Inclui o custo do material, o custo da mão de obra direta e as despesas indiretas diretas da fábrica e é diretamente proporcional à receita.

 

À medida que a receita aumenta, mais recursos são necessários para produzir os bens ou serviços. Geralmente, é o segundo item de linha que aparece na demonstração de resultados, logo após a receita de vendas. É deduzido da receita para apurar o lucro bruto.

 

De modo geral, o custo por mercadoria vendida implica no valor a ser considerado lucro bruto, ou seja, após o desconto dos custos com aquisição de mercadoria para venda e gastos para mantê-la em estoque.

 

Imagine que você tem uma loja que realiza aluguel de máquinas de café SP, vendas de eletrodomésticos e cafeteiras. Para aquisição desses produtos a partir de um fornecedor e manutenção do estoque, você tem custos, os quais serão descontados do cálculo.

 

Sendo assim, você saberá quanto será seu lucro total obtido por mercadoria, tomando como base alguns parâmetros de análise como o estoque inicial e final.

 

Em outras palavras, o custo da mercadoria vendida envolve todos os gastos necessários para levar o produto até o cliente, ou seja, torná-lo disponível nos pontos de venda selecionados. 

 

Nesse custo, podem estar inclusos valores pagos para:

 

  • Transporte;
  • Armazenamento;
  • Manutenção;
  • Seguro contratado.

 

Dessa forma, no artigo de hoje você vai saber o que precisa ter para poder calcular o CMV e como fazê-lo, o que deve desconsiderar no cálculo e alguns benefícios de executar essa prática na sua empresa. Confira.

  

Do que preciso para conseguir calcular o CMV? 

Antes de qualquer coisa, sua empresa precisa ter um inventário no qual estejam constantes os valores das mercadorias, os custos envolvidos com estoque e destinação aos pontos de vendas e atualização frequente desses parâmetros.

 

A atualização real é imprescindível para controlar saídas e entradas no estoque e ter controle sobre o que está acontecendo. Além disso, é importante ter conhecimento sobre os preços de composição de produtos a fim de ter controle também sobre o campo monetário.

 

Suponha que você tenha realizado desembaraço aduaneiro de exportação e controle o estoque de produtos de exportação. 

 

Por isso, é essencial que você mantenha um inventário atualizado para evitar problemas e saber os valores dos produtos, para repassar corretamente para os clientes. 

Como funciona o cálculo do CMV? 

Pode parecer complexo, mas na realidade, é muito simples, fácil e rápido. O cálculo do custo de mercadoria vendida é feito por meio da seguinte fórmula matemática:

 

Custo da mercadoria final (CMV) = Estoque inicial + Compras – Estoque Final

 

Com isso, você consegue obter um valor objetivo para o seu produto com base no que tem em estoque e na quantidade de vendas que realiza. Assim, você pode propor um valor justo e condizente com a realidade sem extrapolar orçamentos.

Se você tem algum estabelecimento de alimentação, por exemplo, já existem software restaurante comanda eletronica que permitem automatizar as funções e gerar dados essenciais para o cálculo do custo da mercadoria final.

O estoque final pode ser mensurado com base no inventário final da empresa, ou seja, após o fechamento do balanço. Nesse sentido, o inventário pode ser permanente ou periódico. Confira a diferença entre os dois e como calcular. 

Inventário do tipo permanente

Nesse tipo de inventário, como o controle de estoque é estável e eficiente, o que se tem é o cálculo da baixa possível em cada venda e considera-se os produtos disponíveis e em estoque para venda, resultando no custo total.

 

Para o custo total se usam os parâmetros do primeiro que entra é o primeiro que sai (PEPS), média ponderada e último que entra é o primeiro que sai (UEPS).

 

No caso do PEPS, o cálculo é realizado com base nos produtos que estão há mais tempo em estoque, ao passo que a UEPS se baseia nas aquisições recentes. Por sua vez, a média ponderada usa valores do produto em estoque e do vendido para cálculo.

 

Imagine que você presta serviço de aluguel de impressoras em SP e também vende impressoras novas e usadas. Se você tiver muitas impressoras em estoque, o valor por mercadoria pode cair para liquidar as vendas.

 

Contudo, se o oposto ocorrer, o valor pode se manter ou aumentar devido à disponibilidade de unidades. Embora possa resultar em lucro nos períodos de inflação, devido à venda de mercadoria em baixo custo, não é recomendado pois não é válido para o controle fiscal. 

Inventário do tipo periódico 

Se o controle do estoque é instável e ineficiente, o cálculo desse tipo de inventário é mais recomendado. Em outras palavras, esse cálculo não leva em consideração cada produto em si, mas as vendas como um todo, o que pode torná-lo ainda mais complexo.

 

Por meio desse cálculo, avalia-se o estoque final, tomando como base o recebimento de vendas do mesmo estoque durante determinado período. Ou seja, adota-se a seguinte fórmula matemática:

 

Custo = Estoque inicial + (Compras do período – Devolução de compra do período) – Estoque final

 

Suponha que você vende um tipo de guarda corpo de inox e tem um estoque inicial de 200 peças, sua penúltima venda resultou em 150 unidades a R$400,00 e última de 120 unidades no valor de R$500,00 cada.

 

Dessa forma, tem-se o seguinte:

 

Última compra: 120 unidades X 500 reais = R$ 60.000, 00

Penúltima compra (em parte): 200 unidades – 120 unidades = 80 unidades

Sendo assim: 80 unidades X 400 reais = R$ 32.000, 00.

Somando-se às unidades: R$60.000, 00 + R$R$32.000, 00 = R$ 92.000, 00.

 

Considerando um valor de estoque final de R$ 92.000,00, o inicial de R$ 100.000, 00, a devolução de compras em R$ 20.000,00 e o total de vendas em R$ 250.000, 00, aplica-se na fórmula:

 

Custo = R$ 100.000,00 (estoque inicial) + (R$ 250.000,00 – R$ 20.000,00) – R$ 92.000,00 (estoque final). Ou seja, custo = R$ 238.000,00.

 

Após o cálculo do estoque final, faz-se uma análise sobre o estoque atual e a disponibilidade de produtos para a venda. 

 

Para que você consiga realizar o cálculo adequadamente, pode pensar em um curso de capacitação SP a fim de facilitar o aprendizado. 

Fatores desconsiderados na realização do cálculo

Por ser um tema complexo e exigir um cálculo detalhado, o CMV pode ser complicado para muitas pessoas. Contudo, demonstraremos aqui quais fatores devem ser desconsiderados no cálculo a fim de tornar a realização mais fluida.

 

Sendo assim, você não deve levar em consideração para o seu cálculo do CMV: 

  • PIS/Cofins e ICMS (impostos rotineiros);
  • Despesas operacionais durante o processo;
  • Despesas internas associadas ou não ao produto;
  • Despesas de caráter financeiro;
  • Despesas do tipo administrativo.

Todos esses itens não influenciam diretamente no valor final de venda e por isso devem ser descartados do cálculo. Assim, você consegue um valor real e fidedigno evitando a possibilidade de erros. 

Benefícios de realizar o CMV dos seus produtos 

A realização do CMV permite metrificar os custos de operação padrão e os valores pelos quais os produtos estão sendo vendidos, o que traz muitos benefícios, como:

 

  • Otimização de processos;
  • Redução de custos;
  • Desperdício reduzido ou evitado;
  • Melhoria na gestão;
  • Maior controle sobre as vendas;
  • Proposição de melhores preços ao cliente.
 

Além desses amplos benefícios que o cálculo do CMV oferece, você pode ainda experienciar um indicador de lucratividade, permitindo uma significativa contribuição nos processos de tomada de decisão quanto a ações de venda, marketing e outros.

 

Suponha que você instale um tipo de linha DDR Vivo e deseja precificar corretamente os seus serviços e produtos. Por meio do uso do CMV você consegue estabelecer o custo ideal e obter o lucro que deseja.

Conclusão 

Como vimos, o custo de mercadoria vendida é um parâmetro com alta recomendação para uso em empresas de todo porte, visando o fornecimento de valores justos ao cliente e ao vendedor, evitando prejuízos em ambas as partes.

 

O cálculo realizado envolve alguns parâmetros da empresa a serem coletados por meio do inventário, permitindo ao responsável ter uma noção sobre os custos envolvidos no processo até a destinação final.

 

Esse cálculo traz múltiplos benefícios à empresa e garante uma melhor gestão em todos os aspectos devido ao maior controle adquirido sobre as transações.

 

Contudo, a realização do cálculo pode requerer certo grau de conhecimento avançado e por isso você pode pensar na contratação de consultoria de informatica SP associada a um contador para executar todo o controle financeiro e de software de inventário.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

 


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