31/05/2020 às 23h28min - Atualizada em 31/05/2020 às 23h24min

O vírus e as condições habitacionais

Ao longo dessa grave crise de saúde, uma vez ou outra você pode ter escutado: “o coronavírus é um vírus democrático, não escolhe classe social, raça, idade ou bairro”. Será?
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O que vemos nas cidades, é a população mais pobre, na periferia, muito mais vulnerável a contaminação e com um acesso escasso a serviços básicos. Com isso, o isolamento social imposto pelo vírus, torna-se cruel diante de condições precárias de moradia e saneamento - com falta de água, coleta de esgoto e domicílios precários.
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Segundo dados da Companhia de Habitação do Estado do Pará - COHAB/PA, o déficit habitacional no estado, é de mais de 300 mil habitações. Na Região Metropolitana de Belém, são mais de 102 mil habitações, do qual 65.611 são coabitações, que ocorre quando duas ou mais famílias convivem juntos em um mesmo ambiente e ainda 2.241 domicílios em condições precárias.
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Em Belém, a poucas quadras de um dos bairros mais valorizados da cidade, a Vila da Barca tem famílias que resistem sob palafitas e são um símbolo do atraso na política de urbanização e saneamento de Belém.
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Imagem: Celso Abreu.
Dados: Pnad/IBGE 2015.
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